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Parceria entre Governo do Amazonas e Defensoria Pública possibilita acesso a serviços por venezuelanos

Texto: Tânia Brandão/Fotos: Miguel Almeida

Os venezuelanos acolhidos no Abrigo do Coroado, localizado na zona leste de Manaus, receberam orientações nesta terça-feira pela manhã (17/11) sobre demandas relacionadas a expedição de documentos, encaminhamento para a rede de saúde e orientações sobre processo de divórcio e guarda dos filhos. O atendimento foi possível graças a parceria entre Governo do Amazonas, por meio das secretarias de Assistência Social (Seas) e de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), e a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM).

Atualmente o Abrigo do Coroado acolhe 54 refugiados venezuelanos. Metade desse número é formada por crianças e adolescentes que precisam organizar sua situação no Brasil.  O diretor do Departamento de Proteção Social Especial da Seas (DPSE) Keyne Mendonça, afirma que os atendimentos são fundamentais para os acolhidos.

“É muito importante que eles tenham acesso à documentação para poder encontrar trabalho e também para assegurar a garantia de direitos nesse processo de socialização. Alguns já vêm com algum tipo de demanda pessoal, como processo de separação e questões relacionadas à guarda dos filhos, por exemplo. Por isso esse trabalho em parceria com a Defensoria Pública é fundamental”, frisou.

O defensor público Rodolfo Lobo explicou que a iniciativa de realizar os atendimentos surgiu a partir da constatação de que os migrantes venezuelanos apresentavam uma série de demandas que precisavam ser atendidas.

“Por verificar que havia essa necessidade, viemos para a unidade do Coroado para atender todas as famílias, crianças, adolescentes, adultos e idosos. Nós também iremos realizar atendimentos no PTRIG (Posto de Interiorização e Triagem, na avenida Torquato tapajós) nas duas próximas quartas-feiras, para quem recorre àqueles serviços”, explicou.

Com um filho de 2 meses de idade, a abrigada Nuglis Gonzalez precisa de providenciar a carteira de identidade para que ele tenha acesso à rede de saúde.

“A minha dúvida era sobre a expedição do documento de identidade do meu filho. Eu já tenho a certidão de nascimento que já vem com o CPF dele. Mas eu não sabia como tirar a identidade, mas aqui já estou sendo orientada sobre isso. Vai ser muito bom para o meu filho”, ressaltou.

Parceria – A diretora do Abrigo do Coroado, Prissila Cavalcante, explica que as parcerias possibilitam que uma série de serviços sejam ofertados aos acolhidos como palestras, rodas de conversa e outras formas de orientação que servem de base para que eles compreendam a organização social, política e econômica do Brasil.

Ela destaca o trabalho das organizações não governamentais (ONGs) como o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra).

“Este apoio é essencial para atendermos às demandas dos refugiados. Aqui no abrigo nós temos mulheres grávidas que precisam de orientação para o bom desenvolvimento dos filhos. E essas organizações nos apoiam muito. Temos ainda os jesuítas que auxiliam os abrigados sobre a geração de emprego e renda e documentação”, destacou.

A equipe da Seas que atua no Serviço de Acolhimento Institucional do Coroado é formada por 14 profissionais, entre eles assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, nutricionistas, cozinheiras, motoristas e estagiários.


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