Acessibilidade

Dia das Crianças no Abrigo do Coroado enfoca reforço na autoestima 

Texto: Tânia Brandão/ Fotos: Kerolyn Leigue

Cineminha, pipoca, contação de histórias e distribuição de brinquedos animaram a sexta-feira (09/10) no Abrigo do Coroado, localizado na zona leste de Manaus. A unidade, coordenada pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), reúne atualmente 59 refugiados venezuelanos.

O coordenador do Abrigo, Lincoln Almeida, explicou que a programação de hoje teve o objetivo de fortalecer vínculos e reforçar a proposta de acolhimento desenvolvido no local, que desde julho do ano passado é coordenado pela Seas em parceria com instituições internacionais de apoio humanitário e órgãos públicos.

As 20 crianças abrigadas têm idades que variam de zero a 12 anos e segundo o coordenador, há todo um trabalho desenvolvido para elas e para o público adulto com base no reforço da sua autoestima para estimular a autonomia.

“Nossa equipe percebeu que os refugiados trazem todo um estigma e um olhar diferenciado sobre si por conta da situação do seu país. São histórias que nos fazem refletir. São pessoas que saíram a pé da Venezuela até Pacaraima, em Roraima, por exemplo, por isso, trabalhamos ações que possam fortalecer sua autoconfiança”, explicou.

Dia de El Niño – Rosalba Mudara, que vive no abrigo com o marido, o filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sua cunhada, explica que a festa do “Dia de El Niño” (Dia das Crianças), na Venezuela, é celebrada em junho e que ficou muito surpresa  e agradecida por saber que, em outubro, essa data é comemorada no Brasil.

“Estou muito feliz com essa programação porque é uma forma de mostrar para as crianças que elas são importantes, são lembradas. Estou agradecida pela forma como estamos sendo tratados. Na Venezuela, está tudo muito ruim e aqui, nós temos melhores condições”, pontuou.

Acolhimento – Almerinda Castro, pedagoga que integra a equipe do Abrigo do Coroado, afirma que a programação, que iniciou com uma contação de história, prosseguiu com cineminha, distribuição de pipocas, brinquedos e recreação, e tem o foco no acolhimento.

“Sair de seu país é difícil e ter uma demonstração de afeto, que mostre que você é bem-vindo, que é importante, tem um impacto muito positivo para essas crianças”.

 

Parcerias – O Abrigo do Coroado realiza uma série de atividades para homens e mulheres como forma de estimular seu protagonismo. São rodas de conversa sobre temas como: violência doméstica, mercado de trabalho, empreendedorismo feminino e geração de renda.

Para as crianças, as atividades compreendem oficinas de lego, massinha, contação de histórias e jogos recreativos.

Para realizar este trabalho, a unidade conta com o apoio do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Instituto Mana e da rede de saúde pública.

A equipe da Seas que atua no Serviço de Acolhimento Institucional do Coroado, é formada por 14 profissionais: assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, nutricionistas, cozinheiras, motoristas e estagiários.


Reportar Erro